sexta-feira, 29 de março de 2024

A Origem do Caos

E se eu te dissesse que a idéia central da Magia do Caos, é ser 100% mental?



        A ideia desta vertente, é que os praticantes usem somente suas mentes para operar magia. A Magia do Caos é uma resposta a necessidade humana de dogmatização e idolatria e,  da negação e/ou diminuição da própria capacidade mental individual. Eu não sei se os primeiros Caoístas, realmente, acreditavam em um plano "espiritual"  ou "energético", mas, com o movimento Punk e Anarquista nos anos 70 (para quem não sabe, o Anarquismo era o "Comunismo malvadão" dos dias atuais), os adeptos e fundadores desta corrente filósofica, tinham como intuito combater conjuntos de crenças e práticas pré-estabelecidas. Afinal, em outras vertentes magickas, existe, há vários séculos, uma forte crença generalizada de que o indivíduo vai até certo ponto sozinho, dali para frente, sua "intenção" (que seria sua capacidade mental) já não seria o suficiente.. E, é daí que nasceria a necessidade de "algo maior" que pudesse agir por você, pois este "algo" teria maior capacidade que nós, humanos. No Caos, pouco importa se entidades existem ou não e se você acredita que elas existem ou não. Inclusive, o princípio do Caos não é usar crenças e nenhum Ser externo, a não ser de forma instrumental.


        É claro que no início dos estudos do Caos, é dificil direcionar a mente. Então, aceita-se bem o uso de aparatos externos. Em suma, para operar a Magia do Caos, você nem precisa ter fé (acreditar) e nem seguir ritos e rituais em suas práticas mágicas, bem como o uso de coisas materiais, serem totalmente dispensáveis. Você só precisa enxergar UITILIDADE no que faz!

        Os Servos Astrais (que vêm da Teosofia como Formas-Pensamento), no Caos,  são abordados como Formas-Pensamento que o indivíduo cria com um fim específico. Os Servos não precisam ter forma, rosto, não precisam ganhar nenhum "alimento" físico (e nem deveriam ganhar nada físico). Os Servos Astrais são coisas criadas para um fim "X" e depois é natural que eles "morram". Por exemplo, eu quero passar em um teste e sofro de ansiedade e sei que se for medicada para a prova, vou estar com minhas capacidades reduzidas. Então, eu crio um Servo para me acalmar e para me ajudar no foco e o alimento com minha ansiedade. Ele faz o trabalho dele e depois disso, nos termos que eu defini, ele deixar de existir.. Há quem faça contratos escritos, mas, não é necessário. É uma coisa comum no inicio, quando a mente nao está bem treinada ainda.. Se sua mente não está treinada, não adianta criar um Servo ou sigilo, sem acreditar pois você acredita que, para funcionar, você, primeiro, tem que acreditar naquilo. A Magia do Caos bebe muito da psicologia, nega a necessidade da crença como um fim, e abomina dogmatismos..  Ou seja, você não precisa acreditar em ABSOLUTAMENTE NADA, além de sua capacidade mental! Você só precisa direcionar e educar sua mente para aquele resultado. A crença, na Magia do Caos, é uma ferramenta, não uma condição. E o objetivo, é o resultado. O que realmente importa, no fim, é se sua Verdadeira Vontade foi atendida.

        E, como é uma prática anárquica,  ela pode e é adotada dentro de religiões.. O que é contraditório por si, mas, também respeita o principio da liberdade.. Eu, particularmente, acho válido pois leva às pessoas que nossas mentes podem, sim, mais que imaginamos ou nos é dito que podemos..

        Mas, isso é o "velho testamento" do Caos.. Se analisarmos as ramificações, são outros discursos.. Atualmente, com tanto sincretismo, o que era uma afronta rebelde de "coloque seu poder em uma caixa de fósforos e veja a magia acontecer", se tornou no que é denominado "Baixa Magia do Caos", na qual as pessoas acreditam que precisam acreditar em "algo maior", contradizendo a regra primeira do Caoísmo. Mas, independente se você é um iniciante desinformado, um fervoroso sincretista ou se faz parte do "velho testamento do Caos", a regra é clara: você deve assumir que possui grandes capacidades de criação, mantenimento e destruição.

terça-feira, 26 de março de 2024

XAMANISMO: O que é?

              xamanismo, xamãs, espiritualidade ancestral


        Amores, hoje a pauta será o Xamanismo. Entender um pouco sobre este tema, nos    ajuda a entender MUITO sobre outras vertentes, como as bruxarias.


        O Xamanismo, é um conjunto de práticas ancestrais, em que a natureza, os animais, as plantas, as pedras, o universo e o planeta são vistos como sagrados, divindade ou espíritos de luz. É a mesma cultura de honrar os saberes ancestrais que ocorre entre os esquimós, entre os índios da América do Norte, da América Central e da América do Sul, além de Oceania, Austrália e Ásia.

        O Xamanismo, em sua origem, não pertence unicamente a um determinado povo ou cultura, pois é consequência do despertar da própria consciência humana, independentemente de local ou cultura. Atualmente, podemos afirmar que o xamanismo se divide em duas escolas: o xamanismo tradicional, que segue as tradições nativas de cada local, e o neoxamanismo, que adapta práticas terapêuticas de linhas diversas, de ancestrais e indígenas de vários países a uma realidade urbana.

        O Xamanismo, em si, não é uma religião. É um conjunto de rituais muito antigos, como danças e canções, além do uso de substâncias psicoativas encontradas em ervas e palavras usadas para evocar espíritos aliados e, todos estes elementos vieram de várias religiões de povos de tribos indígenas desde o período paleolítico (Idade da Pedra Lascada), que foi o período em que os Humanos começaram a produzir artefatos em pedras lascadas.

        Embora haja diversas profissões e segmentos ciêntificos para estudar e entender de onde e quando veio a primeira formação da concepção de deídades, esta resposta ainda é incerta.. E, é importante entendermos que este conjunto de práticas e crenças tribais, muito antigas, são os primórdios de toda a relação da Humanidade com o Sagrado.

quarta-feira, 13 de março de 2024

OSTARA: Qual a Origem?

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        Ostara é visto como o Equinócio de Primavera, momento importante e relacionado à deusa Eostre. Mas, quem foi esta deusa?

        O primeiro registo da sua existência é documentada no Reckoning of Time (De Temporum Ratione) escrito no século VIII pelo Venerable Bede, quem descreve uma série de festividades atribuídas aos meses e associadas aos deuses, referindo que o quarto mês tem o nome de Eosturmonath, que se acredita ter uma tradução de "mês de Eostre". Bede foi um monge, mas apesar disso os seus registos têm sido importantíssimos para reconstrução de práticas atuais baseadas nas pré-cristãs.
 

"As duas deusas, que Beda (De temporum ratione cap. 13) cita muito brevemente, sem qualquer descrição, apenas para explicar os meses que têm o seu nome, são Hrede e Eástre, Março tomando o seu nome saxão da primeira e Abril da segunda"


        Não há, no entanto, evidências concretas de que o Equinócio de Primavera seja o mês dedicado à Eostre, uma vez que o Equinócio de Primavera acontece em março no hemisfério norte e, não em abril. E, março, seria o mês dedicado à Hretha. Ou seja, seria então, o mês de Março dedicado à deusa Hrede (que também quase não há dados sobre esta, mas, seria uma deusa relacionada à guerra), enquanto Eostre teria como seu mês, abril. Inclusive, no calendário anglo-saxão, o mês de Abril seria o "mês da grama", sendo grama aqui, a grama de vegetação, o que poderia, sim, remeter aos sinais mais expressivos da transformação da fauna durante este perído da Primavera. Porém, não exatamente do Equinócio, em si.

        Para finalizar, afirmar que Eostre foi uma deusa cultuada por uma ou mais civilizações, baseando-se em amplas fontes, é difícil. Assume-se que Eostre pode ter sido uma deusa cultuada, ou nem ter existido no imaginário popular, existindo apenas nos escritos fictícios de Beda. Ou, ter existido no imaginário popular de vilas muito pequenas, as quais não possuíam uma cultura forte e significativa para influenciar várias cidades. E, claro, Eostre certamente não teria sida uma deusa do mês do Equinócio de Primavera.  E Ostara, por definição do calendário anglo-saxônico, nunca foi um evento para demarcar o Equinócio de Primavera, em si.  No entanto, como visto anteriormente, se quisermos assumir os relatos de Beda, Eostre poderia ter sido, sim, uma deusa relacionada "ao verde" que a Primavera traz consigo. É importante dizer que o neo-paganismo pega estas referências rasas e outras referências mais aprofundadas e engloba tudo como "verdades". Isto não é para ser julgado como "certo" ou "errado", uma vez que Gardner, por exemplo, adapta Ostara para, exatamente, o mês de Março, criando uma ponte entre Ostara e o Equinócio de Primavera. E, uma vez que ele estaria repaginando o Paganismo, ele adaptou muitas coisas do passado à conta pura e exlusiva de sua criatividade pessoal. No entanto, assumir que o que vemos hoje são "verdades", sem o trabalho de pesquisa aprofundada, não é a melhor estratégia de estudos Ocultistas.

sábado, 9 de março de 2024

DAEMONS: Origens. Você Sabia?

Os Daemons na Mitologia Grega: Entendendo os Seres Intermediários


        Na rica tapeçaria da mitologia grega, os daemons emergem como figuras intrigantes e significativas, posicionados entre os deuses imortais e os mortais efêmeros. Conhecidos também como daimones ou δαίμονες (no idioma grego), esses seres ocupavam uma posição única no panteão divino, exercendo influência sobre uma miríade de aspectos da vida humana.

        Enquanto os deuses gregos personificavam atributos específicos e eram adorados em grandiosos templos e festivais públicos, os daemons habitavam um espaço mais íntimo e sutil na psique coletiva. Eles eram vistos como intermediários benevolentes entre o divino e o terreno, capazes de orientar, proteger e influenciar os destinos dos mortais. Atribuídos com poderes sobre-humanos e qualidades divinas, os daemons eram associados a uma gama diversificada de domínios. Desde montanhas majestosas até fontes murmurantes, de florestas impenetráveis até rios caudalosos, os daemons podiam ser encontrados em lugares específicos, cada qual com suas próprias características e atributos distintos. Além de seu papel na natureza, os daemons também se entrelaçavam com as atividades humanas. Eles inspiravam artistas, músicos e poetas, concediam coragem aos guerreiros e até mesmo influenciavam as emoções e os impulsos dos mortais. Era comum atribuir a cada daemon uma especialidade ou área de domínio, refletindo a complexidade e diversidade do mundo humano.


        A relação entre os mortais e os daemons era permeada por um profundo respeito e reverência. Enquanto os deuses eram adorados em cerimônias públicas, os daemons eram honrados em cultos domésticos, rituais privados e oferendas individuais. Libações, presentes e rituais eram realizados como forma de buscar sua proteção e favor, reconhecendo a importância de manter uma relação harmoniosa com esses seres poderosos. No entanto, assim como podiam trazer benefícios e auxílio, os daemons também inspiravam temor e cautela. Era amplamente reconhecido que, se desrespeitados ou negligenciados, poderiam trazer consequências indesejadas. Portanto, os mortais procuravam seguir as tradições e práticas culturais adequadas ao honrar esses seres, garantindo assim sua benevolência e proteção. Como intermediários entre o divino e o terreno, eles ofereciam uma ponte entre os mundos visível e invisível, enriquecendo assim a experiência humana com sua presença e influência sutil.

quarta-feira, 6 de março de 2024

A Verdadeira Prosperidade: Desvendando as Falácias dos 'Coaches Quânticos'




Pessoal, estou trazendo este post aqui como um AVISO!!


        Ando vendo por aí, muita gente propagando falácias e dizendo que determinadas coisas representam a "verdadeira espiritualidade" e a "verdadeira energia da abundância", em tempos de ampla desinformação!

        Antes de querer, desesperadamente, acessar algo diretamente espiritual, temos que lembrar-nos que nossos estudos sempre começam na "carne". Quem estuda e busca a evolução espiritual, começa com as coisas bem humanas. Compreender e manipular as coisas materiais, é o primeiro passo para evoluir sua consciência. Tranformamos, primeiro, nossos aspectos profanos para, somente depois, entrarmos em um nível de transmutar. Esta transmutação, é o que chamamos de "transmutação da alma".

        No entanto, como já abordado, os aspectos profanos precisam ser analisados, estudados, entendidos e dominados, de forma humana, terrena. E como fazemos isto? Olhando para a realidade material. Os esotéricos no geral, entendem que há uma realidade palpável a qual é a base de tudo. E prosperar materialmente é o que nos traz uma tranquilidade de irmos atrás de níveis mais altos sem a preocupação diária com a conta de água vencida. Mas, o processo não se faz como estes charlatões quânticos mostram por aí.. Não é possível a um Profano estabelecer uma conexão de usar o material puxando diretamente o imaterial para operar "grandes milagres". Nesta brincadeira aí, vocês mexem com situações que não poderão sustentar a longo prazo, pois não entendem as N variáveis envolvidas do processo... A melhor maneira é olhar para o material e o que o circunda. Vou usar a falácia da foto acima como exemplo. Em pleno 2024, com a inflação mundial aumentando cada vez mais, conflitos internacionais se multiplicando, líderes de Estados levando a público discursos de que nos devemos preparar para uma possível Terceira Guerra Mundial, vem essa afirmação do post, totalmente genérica, sem conhecimento e embasamento financeiro. Vamos lá dissecar esta afirmação de que o "entulhamento de coisas" era escassez, inclusive de alimentos. Imagine que hoje você tivesse 1 milhão de Reais em sua conta, mas, houvesse uma situação social catastrófica na qual todos os meios de transporte de alimentos parassem, só restariam duas coisas: mercados de estoque limitado (uma vez que são abastecidos com intervalos curtos e só em produtos específicos que começam a faltar) e uma histeria social. A consequência, já sabemos: todo mundo iria na energia do desespero, comprar o máximo que pudesse para estocar. Se você não tivesse a sorte de chegar a tempo, e todos os mercados ficassem vazios, com nenhum meio de transporte em funcionamento, seu dinheiro se tornaria "pó".  Você poderia pegar seu carro e ir para outra cidade e estado, certo? Mas, e se fosse uma situação geral? Você chegaria lá com uma conta bancária lotada de dinheiro, para zero alimentos nas prateleiras dos mercados. Aí, seu dinheiro, de fato, te asseguraria comprar um pacote de biscoito por 300 reais no mercado negro (quem comprou antes de você, ia te vender a preço de ouro). Mas, e quando o estoque deles acabasse também? E quando o papel moeda perdesse a importância? Você iria abrir a tela digital de sua conta bancária e alimentar seus filhos com a "força do pensamento da nutrição", olhando para números vazios e desejando uma barriguinha cheia? Pois é..

        Um, dos princípios primeiros da Prosperidade, é o estoque de bens primários. Sim, os ricos estocam vários produtos! Primeiro que comprar caixas fechadas, em grande quantidade, sai mais barato (principalmente se você tiver cartão fidelidade do atacadão). Segundo, por ser indiferente se a inflação vai diminuir ou aumentar futuramente. A pessoa teve o dinheiro, NAQUELE MOMENTO, dinheiro que é MEIO para comprar outros MEIOS para suprir FINS futuros. Assim, o trabalho e lazer são colocados como prioridade, ao invés de usar o tempo para deslocação ao mercado, toda semana. E, se acontece um cenário totalmente imprevisto, a barriguinha estará cheia por um bom tempo! O que acontece, atualmente, é tratarmos cada vez mais, dinheiro como FIM, quando na verdade, dinheiro é MEIO, FERRAMENTA. Sair de estocar bens primários para estocar números que, literalmente, podem não valer meio centavo amanhã, é algo arriscadíssimo!

        Não digo que vocês não devam ter reservas de dinheiro. Claro que isto é importante e fundamental! Mas, como os grandes investidores sabem que não se deposita os ovos em uma única cesta, a prosperidade, é o casamento da inteligência material com a inteligencia imaterial. É você poder colocar sua cabeça no travesseiro sossegada(o) que se amanhã tudo der ruim, suas necessidades básicas (e de sua família), estarão providas! Que você terá uma casa própria para chamar de sua se todos em sua casa perderem o emprego em uma grande depressão economica (como aconteceu nos EUA). É saber que tem uma hortinha ali para catar um alface, se tudo der errado e não tiver nada para comer. Que terá bens estocados para trocar, como roupas, bebidas alcoolicas, papel higiênico, artigos de higiene para trocar em um processo chamado "escambo" (que serve para quando a moeda perde seu valor monetário em casos extremos), garantindo que você tenha poder de troca em casos de última necessidade (lembrem-se: situações improváveis, nunca impossíveis!).

        Para finalizar, não digo que você tenha que ter um cômodo lotado de provisões. Mas, tenha provisões para, pelo menos, dois meses! Sério! Parece loucura, mas, em cenários como aconteceu na Venezuela, o dinheiro em pouco tempo, não valia mais nada e nem valia para nada pois não havia produto a ser comprado. Eu mesma na altura na qual as coisas começaram a apertar na Venezuela, estava na Colômbia a trabalho e conheci Venezuelanos de famílias de classe B e A que estavam desesperados atravessando a fronteira para trocar a moeda deles por dólar, na esperança de ainda salvar algum valor destas...  A fome instalou o desespero. Desespero que instaurou a violência. Quem tinha menos a se preocupar com correr igual barata tonta atrás de comida, por ter comida, teve tempo de se organizar para usar o pouco do valor que o dinheiro ainda possuía para organizar uma saída do país para um destino melhor.  Parece "absurdo" e "coisa de Comunismo"? Vamos para o país Democrártico mais famoso: a Grande Depressão nos EUA que fez com que muitos perdessem, em massa, os empregos (famílias inteiras) nos ensinando a importância de se ter uma casinha para chamar de sua! Do literal noite para o dia, milhares de pessoas já não tinham casa. Dormiam na rua ou no carro. Sabe o motivo? Falta de planejamento financeiro de suas finanças. Ganhavam um valor bom, mas, não juntavam para adiantar valores de hipoteca, muitos inclusive, confiavam no aluguel. Claro que há várias pessoas que necessitam viver de aluguel. Mas, o Magista inteligente, vai estudar Finanças, vai estudar Psicologia, vai entender os gatilhos pessoais que os fazem desatar a gastar desenfreadamente, e gerenciar sua vida para maximizar sua riqueza material. A pessoa inteligente vai juntar uma grana, mesmo que por anos, e investir em uma casinha e ainda vai separar um pouquinho para investir em fundos de ações, títulos públicos e/ou privados e etc. - Mesmo que demore! E, seu dinheiro ainda irá render! O jogo da bonança, não é seguir modas "espiritualistas" e nem de coaches "de finanças" que nada agregam! O correto é usar métodos reais, eficazes, testados e aprovados! São métodos simples e fáceis? De forma alguma! Exige muito estudo e esforço? Com certeza! Mas, não tem como falhar: se não ficar rico, ao menos você terá o suficiente para colocar a cabeça no travesseiro e dormir sem preocupações. Antes de ir na onda desses "coaches quânticos", entendam a verdadeira essência da Magia.


segunda-feira, 4 de março de 2024

Magia do Caos: Técnica Menos Conhecida

         

        O recorte ou cut-up (também chamado de "método de corte" ou "técnica de corte" ou até découpé em Francês)) é uma técnica literária dependente de caso ou gênero no qual o texto é aleatoriamente recortado e misturado para criar um novo produto. O método foi inventado na década de 1920 pelo poeta francês Dadaísta Tristan Tzara e, entre 1950 e 1960, foi modificado e modificado pelo artista canadense Brion Gaisin e pelo escritor americano William S. Burroughs. A técnica influenciou significativamente o desenvolvimento da música eletrônica e experimental, e também teve um certo impacto na literatura e no cinema .


        O "método da tesoura" também é um processo pelo qual o autor fragmenta o texto do papel com uma tesoura e depois remonta palavras ou frases de acordo com tais princípios que praticamente nada têm a ver com o significado original escrito. Esta técnica é usada geralmente em literatura de vanguarda, poesia e magia do caos.


        Burroughs - que praticava magia do caos, e foi introduzido nos Iluminados de Thanateros no início dos anos 90 - foi inflexível que a técnica tinha uma função mágica, afirmando que "os cut ups não são para fins artísticos". Burroughs usou seus cut-ups para "guerra política, pesquisa científica, terapia pessoal, adivinhação mágica e conjuração" - a ideia essencial é que os cortes permitiram ao usuário "quebrar as barreiras que cercam a consciência".


 Burroughs declarou:

    "Eu diria que minha experiência mais interessante com as técnicas anteriores foi a percepção de que, quando você faz cut-ups, você não obtém simplesmente justaposições aleatórias de palavras, que elas significam algo, e muitas vezes que esses significados se referem a algum evento futuro. Eu fiz muitos cut-ups e depois reconheci que o cut-up se referia a algo que eu li mais tarde em um jornal ou em um livro, ou algo que aconteceu ... Talvez os eventos sejam pré-escritos e pré-gravados e quando você corta linhas de palavras, o futuro vaza."

Por que todo mundo quer mudar??

          Já dizia Raul Seixas "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo" . E...