
Hoje vamos falar sobre a Bruxaria.. O que é visto como "bruxaria", hoje, nem sempre ganhou este nome..
É importante lembrarmos que, antes do Cristianismo, havia várias religiões para distintos povos. Ou seja, os pagãos não eram Bruxos e nem Bruxas. Eles eram o equivalente, na atualidade, os cristãos na Era Cristã.. Ou seja, as pessoas comuns que possuíam uma religião naquele contexto. É claro, como há cargos de poder religioso dentro do Cristianismo, havia também, cargos de poder religioso dentro das religiões antigas.
Não direi que o conceito de bruxaria veio, exclusivamente, da Igreja Católica. Mas, o termo Bruxaria, sim, foi adotado, ampliado e enviesado por esta. A bruxaria, se tornou um nome para aqueles que possuíam um conjunto de práticas e pensamentos que eram considerados hereges, ou seja, que não seguiam as regras e as demandas da Igreja Católica. E, não foi somente este termo que o Cristianismo corrompeu! Outro termo associado às bruxas e que foi alterado de forma negativa, foi o termo "profano". Profano, nada mais era (e ainda é, dentro do Ocultismo), alguém que não está inserido nos conhecimentos sagrados. Ou seja, são as pessoas comuns que estão ignorantes do conhecimento que os sacerdotes possuem. Mas, a Igreja vulgarizou este termo como algo CONTRÁRIO ao sagrado.. Então, as bruxas seriam "profanas", não por estarem DE FORA daquele conhecimento, mas, por estarem CONTRA a Igreja, perceberam?
Assim, depois das perseguições da Igreja Católica, até a atualidade, as "bruxas" caíram em duas vias do imaginário popular: a mulher (ou homem) que é feia, má e perversa. Ou, a pessoa boazinha que ama a natureza, dança com duendes e abraça as árvores... Quando, na verdade, essas pessoas, eram apenas pessoas, como um cristão hoje, é a apenas uma pessoa.. Não tem poderes mágicos, não tem nada de fantasioso.. Essas pessoas seguiam suas vidas com suas crenças, como nós.
Agora, é importante relembrar que, naquele tempo, tudo era agrário (as pessoas viviam entre florestas e matas). Assim, havia diferentes tipos de divisões de status dentro daquelas religiões e vilas, como é o caso das curandeiras, que eram as mulheres que possuíam conhecimentos sobre a fauna e flora local. E, digo mulheres, pois era muito comum que as curandeiras fossem as parteiras das vilas! Havia, obviamente, curandeiros homens. Mas, grande parte, eram mulheres que faziam todo o trabalho da vila desde partos até curas para ferimentos de guerra.
Assim, eu não preciso dizer que não existe absolutamente nada como "bruxa hereditária". É como dizer que existe "padeiro hereditário" ou "farmaceutico hereditário". O que acontecia antigamente, é que não havendo universidades como hoje para dar um papel para várias pessoas, atestando as competências. Assim, as pessoas ensinavam aos seus descendentes, os oficios da família. Então, uma curandeira ensinava às filhas a ser curandeiras, também!
E, isto diminui o "poder ancestral" de nossas mulheres queimadas como bruxas? Não! Até pelo fato de que, queiramos ou não, elas são as predecessoras do que viria a ser o feminismo (não o movimento organizado, mas, a atitude individual frente ao patriarcado opressor). Assim, se você se sente bruxa, profana, herege, retire forças daí! Se acha sua força em abraçar árvores e dançar ao redor das fogueiras, faça! Se retira suas forças exclusivamente do intelecto, retire forças daí! Não existe "tipo de bruxa". O que existe, é a liberdade de expressar sua conexão com o Todo, seja da maneira que for - desde quje não seja contra as leis, por favor...
Nenhum comentário:
Postar um comentário